quarta-feira, 20 de julho de 2016

dia de casamento






dia cinzento
pergunto ao tempo
o que ele insiste
em não mostrar
faço das verdades
perguntas para perturbar
deus existe?
o que importa se sim
e se não
se já não aparecendo
continua movendo
nação contra nação

abraça pobre
agasalha no frio
pro coitado não fazer Revolução
e seguir tendo calma com o patrão

Dia cinzento
e o vento frio
que corta o céu
passou voando
como vida depois dos quinze
o tempo passa
e a  gente trabalha
se faz frio ou sol a gente trabalha
a gente trabalha
a gente batalha
 e casa
e tudo muda para ficar igual

Dia cinzento
passou ameno
e eu continuo escrevendo
enquanto o tempo não para de passar,
  ( meados de maio)