sexta-feira, 24 de abril de 2015

Te esperando


                                       
te esperando
preparo um banho
com água ou de língua
de escrevo uma poesia
e sonho teus sonhos
em sintonia.

te esperando
beijo uma boca que ainda,
não chegou
só de pensar que campainha tocou
meu coração pula
da saudade que apertou.

ah, te esperando chegar!
sentir seus suspiros,
ver seu sorriso,
e apagar esse fogo
que só você sabe sanar.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

divisão



de um lado do muro
piscina
cerveja e
caipirinha

do outro oração
fome e desilusão.

enquanto houver muros
daremos murros em ponta de faca
desvendaremos as farsas
que  a mídia ousam vendar.

enquanto houver lados dos muros
apontaremos o futuro numa foice
e com martelo derrubaremos os muros
para com os tijolos forjamos outro mundo.
         ( Thiago Loreto/22/0515)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

as estrelas



com os pés no chão e a cabeça nas estrelas
sonho e luto por uma verdadeira estrela vermelha
que só apague com o fim das sinhá e dos sinhô

com os pés no chão e a cabeça nas estrelas
ouso arte , sinfonias.
abraço  a rebeldia  das ruas
e escrevendo poesias noturnas.

ah!! As estrelas e o chão!!!
quem sabe um dia
vocês se abracem
e pintem esse mundo sujo
cor de sonhos e solidarização
Pra quiçá gritarmos um dia juntos Revolução.
 ( Thiago Loreto/21/04/15)

quarta-feira, 18 de março de 2015

...?





bate
panela
enquanto
na casa dela
quem cozinha
não é ela.

bate
panela
na janela
enquanto
a fome
não chega
a ela.

bate
panela
pois
não falta
na panela
dela.

bate
panela
bate.
   (08/03/15)

contas


                                                                      (autor desconhecido)


O que me contas de novo
fora 
as contas 
de novo
que tem de pagar?

quinta-feira, 5 de março de 2015

música


as redondilhas maiores
que formam seu sorriso
são as sinfonias  mais belas
que um compositor não escreveu

em um andamento quatro por quatro
desenho a partitura do seu corpo
que nenhum compasso e divisão rítmica
marca nosso modo de beijar,

terça-feira, 3 de março de 2015

Os poemas que não escrevi




Para os poemas
que não escrevi
 ou aqueles que  esqueci
deixo o suor do corpo
depois do trabalho,
o gelado da língua
que beija a amada
 e  o coração sangrando
que não cabe
na folha de papel.