Para quem perdeu o programa ponto de vista da TV camara de Guarulhos dá um olhada lá no youtube. Fiquei muito feliz em participar dessa atividade, podendo falar um pouco sobre o livro novo, poesia, influência entre outros assunto.
Como dirá o poeta não mereço, mas agradeço
Dá um conferida no hyper link: ponto de vista
Escreve ai nos comentários o que achou do programa;
tudo que é sólido desmancha no ar
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
ponto de vista - programa da tv camara da Guarulhos
fase de adaptação
Filha, o primeiro dia você nem chorou, talvez não tenha entendido muito bem o que estava para acontecer... nós achamos as salas da escola pequena; sua sala era pequenina apesar de 12 crianças.Voce conheceu a professora Janete e Heloisa. Além disso, o Tomás está lá com você.
No outro dia você ainda não estranhou tanto porque achou que era um passeio, mas depois que entendeu que iria ficar sozinha, chorou demais, a tia Fê e eu ficamos arrazados. Minha bebezinha sozinha naquela sala ainda bem que tinha o Tomás... pelo menos era uma carinha conhecida pra vc
No ultimo dia da semana, você nem queria saber da escola, da prof, dos brinquedos, de nada, durante a ida de carro eu perguntava, vamos ver a professora Heloisa, voce respondia não.
A vida filha, nem semp a gente vai fazer o que a gente gosta, geralmente, é o que a gente não gosta, pelo menos no começo dela, com o tempo voce vai gostando de fazer algumas coisas, sobretudo, quando você estuda para fazer determinada coisa. A escala 6×1 esta na camara para ser discutida, espero que até você ter que trabalhar seja extinta.
...
Apesar de ser dolorido não me perdoaria se eu estivesse numa cama de hospital pelo erro de uma pessoa, e não pudesse ter tido essa vivencia . Sou grato por ver você crescer, apesar do mundo transformar tudo em capital.
To escrevendo essa memoria porque não sei como será os proximos anos.
Te amo além da vida
13/02/26
ps: não postei foto do seu primeiro dia porque as coisas andam tão estranhas na internet; leia depois que você ficar mais velha o caso de Epstein;
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
dia do lançamento
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Pré venda
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB)
Oficina da Escola
Espero que vocês tenham gostado do último texto. Os e as camaradas que estão dando vida aos meus escritos são muito potentes. Cada pessoa ali está fazendo uma diferença gigante no projeto e, a cada dia que passa, o livro fica mais bonito. Está quase no fim; logo estará nas suas prateleiras. Mas, enquanto não chega, seguem mais textos para aumentar o suspense. Vou falar um pouco sobre política de cultura.
No Brasil, existem alguns tipos de políticas culturais. Uma delas é o fomento à cultura — poucos, se comparados a outros países. Talvez vocês não tenham ouvido falar sobre a ☺). Trata-se de uma política pública permanente, criada para garantir financiamento contínuo para o setor cultural brasileiro, sucedendo a Lei Aldir Blanc, que foi emergencial durante a pandemia de COVID-19. Os recursos são repassados anualmente pela União para estados e municípios, que, por sua vez, lançam editais, prêmios e bolsas para apoiar artistas, produtores e espaços culturais em diversas áreas, como artes visuais, música, teatro, patrimônio e outras manifestações.
É inclusive por conta dela, e sobretudo pela luta organizada de muitos artistas no Brasil todo, que essa política pública foi criada — e que estamos lançando um livro lindo. Um dos pilares dos fomentos são as contrapartidas à sociedade, que, resumidamente, consistem em retribuir à comunidade com ações político-culturais. No nosso projeto, optamos por várias ações; entre elas, estão doações de livros para bibliotecas da cidade e movimentos sociais que realizam atividades de incentivo à leitura em Guarulhos, saraus, espaços públicos e oficinas de escrita. Sobre esta última, vou falar um pouco mais.
Realizei oficinas de escrita criativa em escolas públicas estaduais na cidade de Guarulhos. Ao todo, foram três oficinas, totalizando quatro horas, divididas em dois encontros de duas horas. Na atividade, pude falar um pouco sobre minha trajetória como autor, impulsionar novos escritores e leitores, dialogar sobre histórias, personagens e, sobretudo, refletir e construir com os jovens uma crônica. No segundo encontro, depois de ter lido todos os escritos, fiz alguns apontamentos nos textos, sugestões de ideias, e reescrevemos juntos, buscando contribuir com as propostas dos alunos e alunas.
Por fim, agradeço a oportunidade de ter estado nessas escolas — não só aos alunos e alunas, com quem aprendi muito apesar de ter ido ensinar, mas também aos professores, diretores e coordenadores, que me receberam muito bem e organizaram o espaço para que a atividade pudesse acontecer. A educação no Brasil é um desafio, e levar projetos diferentes para as escolas é um ato de resistência e um sonho de uma educação mais humana e menos plataformizada.
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
Foto Joel Filho
Nos textos anteriores, tratei de falar um pouco sobre o conteúdo do livro, as inspirações e os lugares da cidade. Agora, talvez mais importante que o conteúdo, são as pessoas — trabalhadoras e trabalhadores — que estão fazendo este livro acontecer. Não apenas o livro propriamente dito, mas também a divulgação, as ilustrações, a diagramação, a sonoplastia (tema para o próximo texto), a revisão — enfim, tudo para que o livro seja lançado da melhor forma possível.
Os livros são feitos de histórias, e o autor é composto por essas histórias. Grande parte dos artistas convidados a fazer parte deste projeto são companheiros e companheiras que participaram de outros trabalhos — a maioria deles independentes. Quero dizer: dependentes de cada um, comuns no sentido mais estrito da palavra. Esses artistas, em outros projetos, trabalharam sem remuneração, apenas pela causa, pelo compromisso. Em tempos em que tudo gira em torno do dinheiro, do engajamento e dos compartilhamentos, talvez os leitores mais jovens não compreendam essa colocação. Mas fazíamos — e ainda fazemos — arte para mudar o mundo, e isso já nos bastava.
Não divulguei todos os artistas participantes do livro, pois uma parte é surpresa. Contudo, quem acompanha os textos do blog e os vídeos de lançamento já deve ter visto alguns nomes. É com grande prazer que apresento a alma do livro, sem elas o livro faltaria o brilho:
Renato Ferreira Lopes
Ex-metalúrgico, doutorando em História da Arte pelo Programa de Pós-Graduação em História da Arte da Universidade Federal de São Paulo, instituição na qual também concluiu o mestrado e o bacharelado. É Assessor de Educação na Bienal de São Paulo. Atuou como mediador em instituições culturais renomadas, como o Museu Lasar Segall, o Centro Cultural Fiesp e o Sesc Guarulhos. Fez parte do grupo de professores voluntários do Cursinho Comunitário Milton Santos (2015–2020), iniciativa popular da periferia de Guarulhos que prepara jovens e adultos para o ENEM e outros vestibulares.
Como pesquisador no campo histórico-artístico, investiga ferramentas, referências e conceitos capazes de propor narrativas para além dos discursos meramente formalistas ou da crítica e história eurocêntricas, promovendo ações como a roda de conversa “As imagens na educação popular: de que falamos quando falamos de arte?” durante a III Jornada de Educação Popular (2019), e o curso “Quadros Negros: um olhar sobre o povo preto retratado na arte ocidental”, no Sesc Guarulhos (2019).
Na literatura, Renato contribuiu com a pesquisa e a escrita do livro Rebelião Maromomi – Arte apesar da maldição, publicado pela Editora Ctrl+V em 2021, com recursos da Lei Aldir Blanc.
João Ferreira Filho
João Perreka é jornalista, produtor cultural, músico e vocalista da banda João Perreka e os Alambiques. Idealiza e produz cultura por meio do projeto Arrastão Cultural, um festival multicultural e produtora de ações e divulgações artísticas que fomenta a cultura na cidade de Guarulhos com artistas independentes de diversas regiões, desde 2012.
É formado em Comunicação Social – Jornalismo pela Faculdade Anhanguera de Guarulhos. Participou do curso de Produção Cultural no Sesc Guarulhos, do curso de Gestão de Carreiras ministrado pela produtora Let’s GIG e do workshop “Lançando sua música: da gravação ao streaming”, do Music Rio Academy.
Em parceria com o Sesc Guarulhos, conduziu o projeto de entrevistas Guarulhos + Cultura em Pauta, produziu a contação de casos e inspirações musicais “Histórias de Vinil” e idealizou recentemente o projeto literário Leia Guarulhos, com escritores e escritoras da cidade.
Trabalhou na assessoria de imprensa de diversos projetos artísticos, como o lançamento do livro Rebelião Maromomi, a Virada Cultural, o Festival Manifeste, o Festival Arrastão Cultural, o Auto de Natal da Cia. Cheganças, o lançamento da Galeria de Arte Manifesto, o filme #PrasempreRhoyl, o Festival GRU Fora de Cena, entre outros.
Atuou também na produção de eventos como o Encontro Histórico de Carros de SP, o Arraiá Arte na Rua e o Festival Verdejando (Rede Globo). Foi mestre de cerimônia de shows e eventos, apresentador e produtor de programas em web rádios e idealizador do workshop “Produzindo Festivais”, viabilizado pelo PROAC/SP.
Willian Barbosa da Silva ( Will Carbônica)
Músico, designer, produtor e ativista cultural guarulhense, atuante na cena desde 2000. Como músico e compositor, lidera a banda Carbônica e atua como guitarrista acompanhando outros artistas.
Como produtor cultural, fundou, em 2007, o coletivo artístico Projeto CLAM, junto a outros artistas, e coordenou a gestão dos espaços Casa CLAM (2012–2016) e Escotilha.sp (2017–2020). Produziu ações como a intervenção urbana CLAMdestino e o Festival CLAM Música na Rua, além de ter criado o CLAMzine e a Revista CLAM, que pesquisou e registrou a história de músicos independentes desde os anos 1950.
Assina a produção do selo musical CLAM Discos, responsável por discos de artistas como As Despejadas e João Perreka e os Alambiques, além de três coletâneas musicais. Atua também com ilustração, design gráfico e comunicação visual. Foi conselheiro municipal de cultura na linguagem da música em Guarulhos (2012–2014).
Alexsandro Vieira Machado
FR3ELEX (Alex Machado) é artista autodidata de Guarulhos, SP. Entusiasta da música desde o ensino médio, começou a tocar bateria em bandas formadas por amigos, influenciado pelas rádios de rock e videoclipes da TV.
Na rua, teve contato com o rap e o hip-hop; em casa, ouvia rock com os irmãos, enquanto MPB, forró e brega tocavam na oficina de costura da família — onde também aprendeu sobre confecção, outra forma de expressão artística.
Em 2014, montou um home studio na periferia de Guarulhos, produzindo artistas de diversos estilos. Autodidata, estudou por meio de livros técnicos, vídeos e trocas com músicos locais. Foi do coletivo CLAM, símbolo de resistência cultural na cidade.
Participou de diversas produções, entre elas o álbum EDGAR – Paralelo 22s (2015), com captação e edição de vozes, gaita, baixo e guitarra. Foi baterista da banda Carbônica entre 2018 e 2020, com mais de 50 apresentações.
Joel Dias do Amaral Filho
Joel Dias Filho é um dos criadores do canal de música e poesia Peixe Barrigudo (YouTube), em parceria com o músico e agitador cultural Victor Cali, cujo objetivo é ampliar a visibilidade dos artistas guarulhenses. Foi um dos idealizadores do Slam do Prego, projeto pioneiro dessa modalidade na cidade, que originou o Sarau Alfinete. Atua também como fotógrafo e videomaker, registrando diversos eventos da cena independente local. Além de tudo isso, é poeta.
Ana Saritha de Medeiros Moreira
Sahts é artista visual e designer há mais de nove anos. Desenvolve projetos para diversos formatos de mídia, como pôsteres, livros e animações para vídeos, sempre com foco na sensibilidade e criatividade, entregando obras que traduzem os conceitos propostos, seja em trabalhos autorais ou sob encomenda.
Elís Konsso Lucas
Elís Lucas é jornalista com 16 anos de experiência e atuação abrangente em diversas áreas da comunicação, como assessoria de imprensa, produção de conteúdo digital e audiovisual, e apresentação de programas e eventos.
Durante a pandemia, apresentou a edição on-line do festival Arrastão Cultural em Guarulhos. Criou e apresentou a Agenda Cultural em vídeo para a Carleto Editorial e idealizou o programa Saúde com Você para a Prefeitura de Guarulhos.
Recentemente, foi mediadora em cinco das seis edições do projeto Leia Guarulhos (2023), realizado pelo Sesc Guarulhos. É formada em Comunicação Social pela Uninove (2012) e em Letras pela FIG-Unimesp (2008).
Quanta gente maravilhosa! E ainda tem mais!
Aguardem os próximos textos para saber um pouco mais sobre Sob os Nossos Ossos: histórias para não esquecer de Guarulhos. Sem essas e outras pessoas o livro não seria possível. Mais que um livro, essas histórias são para serem lembradas e muitas delas para não serem repetidas.
domingo, 5 de outubro de 2025
sob os nossos ossos
Aprofundando a última postagem, a ideia hoje é falar um pouco mais sobre o livro. O título é “Sob nossos ossos: histórias para não esquecer de Guarulhos”. Aproveito para avisar aos desavisados que se trata de um livro de prosa, e não de poesia. Digo isso porque muita gente me perguntava quando sairia o próximo livro (a propósito, para quem não sabe, eu tenho um livro de poesia chamado Poemas de amor e luta. Ele está disponível — fale comigo que eu providencio).Dito isso, aviso que serão 12 contos no total, e não 11 como havia falado antes. Escrevi um conto extra, que há tempos estava no papel, mas eu nunca conseguia terminar.
Todos os contos e crônicas giram em torno da cidade de Guarulhos, ora tratando de sua história, nomes de ruas, locais históricos e personagens esquecidos. Em outras palavras, procuro dialogar com as pessoas leitoras sobre: patrimônio, memória, história oral e literatura.
Nem todas as histórias são reais, mas todos os contos são verdadeiros. Espero que, com este livro, as pessoas passem a observar mais a cidade. O cotidiano nos faz naturalizar absurdos: uma criança na rua pedindo comida, uma casa histórica abandonada que poderia ser um museu, ou até mesmo um serviço público que deveria ser de excelência mas, por diversos motivos — entre eles a falta de investimento — não funciona.
Este livro é um lugar de memórias submersas, uma ponte entre o mundo antigo e o novo, entre o que foi e o que ainda está por vir. Espero que gostem…
Pretendo no próximo texto falar um pouco sobre o fomento e sobre quem está trabalhando comigo no livro.








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