quinta-feira, 26 de novembro de 2015
(A)narquico
anarquicamente
escrevi um poema
era imenso
cheio de palavras de ordem
desordenando toda ordem.
era
foi
e talvez será
organizadamente
desorganizado
espontaneamente
autônomo
e se foi.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
sal da terra
( não tenho certeza, mas acho que é Bansky)
desterrado
da própria terra.
oriente medo.
média preocupação
estrangeira,
mede o comportamento
dos imigrantes,
ideia de idade média.
separam os corpos em fronteiras,
dividem os socos que tomamos nas trincheiras
e a gente? a gente assiste.
assiste do Datena
mais um preto pobre periférico morto
e o povo aplaude
mais um preto pobre periférico morto
e o povo aplaude.
mas chora a morte do menino morto na fronteira.
- era tão lindo, roupinha vermelha, pele branquinha.
- ( malditos vermelhos! que morram todos!)
desterrados
Da própria terra.
do Capão ao Afeganistão
a massa segue sendo amassa...da.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
div(ar)gando
Ainda bem que estou vivo
pelo menos por mais um dia vejo seu sorriso
pressinto o suspiro quando você chega e sinto
sinto muito,
quando você sai e levas consigo o que ainda não consigo expressar
Ando pela rua procurando o que só acho contigo,
em pileques e fumaças a desgraça que a cara não consegue esconder
meus pensamentos remoem trairás me levam sempre a você,
O tempo passa (ou tenta passar) a perna enquanto espero o sono chegar e passar.
Sopro na rua uma gaita triste, todos me olham, mas não vê,o que eu não consigo esconder,
do outro lado da rua mais um mendigo que o gringo nem ousa olhar,
e tira fotos para um dia alguém mostrar, um tipo de safári, que busca aqui encontrar.
Ainda bem que estou vivo e você está comigo, não aqui, não hoje, mas comigo
o cheiro da fumaça me embriaga, você me abraça, a calçada da praça cheia de corpos vazios
enquanto o pavio pronto para estourar não estoura, a televisão monta a sua versão
que mais consegue complicar e comprar a população que nada tem a vender,
a não ser sua força de trabalho, que ainda tentam privatizar,
o menino no farol que pede trocados nos carros e recebe gestos negativos pelo vidro claro,
o fone de ouvido abafa o choro da criança que passa no colo da mãe sem esperança,
o mundo com sua deselegância , sua ganancia e tudo que não nos deixa viver,
paro e respiro pela megalópole mais desigual da América latina a retina perplexa me vem a visão de você.
Ainda bem que estou vivo e consigo lembrar do seu sorriso.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
saludos
Quando fui apresentado
ao fardo sujo da cidade
você me fazia alarde
Erguíamos as taças,
e qualquer praça
era graça para
a gente celebrar
quando o marxismo
deixou de ser só mais um `”ismo”,
era você ainda que mostrava
alguns caminhos
ai veio o Partido
separando e repartindo
ensinando e desconstruindo
tudo que já havia aprendido
Hoje ,quase casadoao fardo sujo da cidade
você me fazia alarde
Erguíamos as taças,
e qualquer praça
era graça para
a gente celebrar
quando o marxismo
deixou de ser só mais um `”ismo”,
era você ainda que mostrava
alguns caminhos
ai veio o Partido
separando e repartindo
ensinando e desconstruindo
tudo que já havia aprendido
e sonhando com filhos
ainda que distante ,
estou sempre contigo, amigo.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
estações
seus olhos verão
que o brilho não cansa de irradiar
boca de paixão
de uma primavera
floreadas de cores,
onde as dores
não ousam avançar
de inverno a outono
de primavera a verão
nenhuma estação
acompanha o " tun tun"
que você provoca
no meu coração.
( Loreto,Thiago - 22/05/15)
Assinar:
Postagens (Atom)






