(Van Gogh,1888)
Porque esperar,
seus braços a me acalantar,
sentir seus beijos como um beijo a me saldar,
sonhar os seus sonhos a me encontrar.
Porque esperar,
os seus berros pedindo para eu voltar,
na porta de um bar,
bebendo charutos,
fumando pileques,
esperando você chegar.
Porque esperar,
sabendo que você não é mais minha,
que sua boca não me procura,
volta com sorriso no rosto,
filhos nos braços dizendo que vai casar.
sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Com sorriso no rosto
(Artista desconhecido)
Com sorriso no rosto ja cansado,
busca da fila do onibus lotado,um não atraso.
Porque chegando atrasado,
o patrao disse que vai o matar,
a cada dia que passa tenta não chegar.
No almoço a comida desce com desgosto,
sabendo que falta pouco o sino solar para te reclamar.
Volta para casa com onibus lotado,
um cheiro de bosta ,
que mistuta a mistura, do cheiro de foça,
que outro encosta e encosta a parte da costas,
costa com costa não tendo lugar.
Com sorriso no rosto,
dorme sentado,
acorda deitado,
chora adoidado sonhando querer não acordar.
(LORETO,Thiago;28/03/2012)
Com sorriso no rosto ja cansado,
busca da fila do onibus lotado,um não atraso.
Porque chegando atrasado,
o patrao disse que vai o matar,
a cada dia que passa tenta não chegar.
No almoço a comida desce com desgosto,
sabendo que falta pouco o sino solar para te reclamar.
Volta para casa com onibus lotado,
um cheiro de bosta ,
que mistuta a mistura, do cheiro de foça,
que outro encosta e encosta a parte da costas,
costa com costa não tendo lugar.
Com sorriso no rosto,
dorme sentado,
acorda deitado,
chora adoidado sonhando querer não acordar.
(LORETO,Thiago;28/03/2012)
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Marion Walter Jacobs, conhecido como Little Walter.
Este som regravado pela Tiffany Harpen são as frases mais bem elaboradas numa música para gaita. O som chama Juke. To acordando com este som.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Estava pensando...
( Ricardo Cammarota)
Não quero sorrir para tela,
como se fosse uma janela a te encontrar.
Nem mesmo olhar as estrelas,
e não poder mostrar a qual gostei de olhar.
Muitos menos dormir,
sem que a tua pele comprima a minha até suar.
Quero apenas sorrir com teu sorriso,
sonhar com os seu sonhar, sem ter caractere a me peitar.
Quero mesmo te tocar como a lua toca a viola em noites de serenata,
ou como o sol reflete no rio titicaca.;
( LORETO;08/01/12)
Não quero sorrir para tela,
como se fosse uma janela a te encontrar.
Nem mesmo olhar as estrelas,
e não poder mostrar a qual gostei de olhar.
Muitos menos dormir,
sem que a tua pele comprima a minha até suar.
Quero apenas sorrir com teu sorriso,
sonhar com os seu sonhar, sem ter caractere a me peitar.
Quero mesmo te tocar como a lua toca a viola em noites de serenata,
ou como o sol reflete no rio titicaca.;
( LORETO;08/01/12)
sábado, 24 de dezembro de 2011
In-soña
Vago noites e noites, butecos modestos,
mentiras sinceras, eternas que chegam
as vezes me confortar.
começo citando a outras uns versos,
que era incertos, insanos, chorando,
amores para me dar.
Te odeio, te amo, não venha a porta
aberta que chega, que grita, suplica,
que quer retornar.
Levanto chorando, com a cara num banco,
em pranto, em pranto você me chamando,
sorrindo, eu gamo em outro engano ,
e volto sem reclamar.
( Loreto,21/12/11)
domingo, 4 de dezembro de 2011
Vinte de Novembro-Feriado.
Victor nasceu em Urubá, Urubapitininga e depois foi para o país de San Paulo. Acorda cedo todos os dias ás 05h da manha para ser escravizado, alias, para trabalhar, pois hoje não há mais escravidão a pesar de andarmos amontoados nos ônibus todos os dias, pescoço com pescoço, tornozelos com tornozelos. Quando chega ao metro para cruzar a cidade é açoitado para dentro dos novos negreiros de ferro, que continua amontoado sem as angemas.
Sempre se perguntava se não fosse o salário de fome que o sinhô lhe dá como gratificação, se não fosse os quatro filhos para criar, nem o carro que ele quer comprar, casa , roupas, se não fosse... Victor seria outro. Mas ele tem um Padrão bom que o deu trabalho. Trabalho de quarenta e quatro horas por mês, sete dias por semana, sem folga, sem parada...senzala.
Quando volta para casa todos os dias ás 18h da tarde, volta amontoado nos ônibus todos os dias, pescoço com pescoço, tornozelos com tornozelos. Quando chega ao metro para cruzar a cidade é açoitado para dentro dos novos negreiros de ferro, que continua amontoado sem as angemas.
Mas é no domingão do Fausão que Victor se vê no espelho. Sua cor negra , segundo ele é igual do apresentador do BBeB( Bizarros, Barangas e outros Bichos) , que sempre o mostra de como e o que deve ser sua família e adestrar seus filhos. E lembra como é bom, como tem um patrão bom e como os atores da imbecilizão são como ele quer ser.
Nada é por acaso. A história se repete. É preciso conhecê-la para não repeti-la.
( Armando O. Pinto ) * Cronica extraida do Jornal Texticulos-Guarulhos
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Quem inventou o tempo?
Não me venha com prazos, datas e horários,
dividindo-o por vinte e quatro só me resta prazo,
dividindo por oito só me resta cansaço.
falta o prazer pela vida,
falta o prazer pelo amor,
falta o prazer pela dor.
Não me venha com prazos, esquecido por prazer,
não me venha com horários esperando o calvário,
não me venha com datas, acabo de perecer.
(Loreto, 16/11/11)
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