Oficina da Escola
Espero que vocês tenham gostado do último texto. Os e as camaradas que estão dando vida aos meus escritos são muito potentes. Cada pessoa ali está fazendo uma diferença gigante no projeto e, a cada dia que passa, o livro fica mais bonito. Está quase no fim; logo estará nas suas prateleiras. Mas, enquanto não chega, seguem mais textos para aumentar o suspense. Vou falar um pouco sobre política de cultura.
No Brasil, existem alguns tipos de políticas culturais. Uma delas é o fomento à cultura — poucos, se comparados a outros países. Talvez vocês não tenham ouvido falar sobre a ☺). Trata-se de uma política pública permanente, criada para garantir financiamento contínuo para o setor cultural brasileiro, sucedendo a Lei Aldir Blanc, que foi emergencial durante a pandemia de COVID-19. Os recursos são repassados anualmente pela União para estados e municípios, que, por sua vez, lançam editais, prêmios e bolsas para apoiar artistas, produtores e espaços culturais em diversas áreas, como artes visuais, música, teatro, patrimônio e outras manifestações.
É inclusive por conta dela, e sobretudo pela luta organizada de muitos artistas no Brasil todo, que essa política pública foi criada — e que estamos lançando um livro lindo. Um dos pilares dos fomentos são as contrapartidas à sociedade, que, resumidamente, consistem em retribuir à comunidade com ações político-culturais. No nosso projeto, optamos por várias ações; entre elas, estão doações de livros para bibliotecas da cidade e movimentos sociais que realizam atividades de incentivo à leitura em Guarulhos, saraus, espaços públicos e oficinas de escrita. Sobre esta última, vou falar um pouco mais.
Realizei oficinas de escrita criativa em escolas públicas estaduais na cidade de Guarulhos. Ao todo, foram três oficinas, totalizando quatro horas, divididas em dois encontros de duas horas. Na atividade, pude falar um pouco sobre minha trajetória como autor, impulsionar novos escritores e leitores, dialogar sobre histórias, personagens e, sobretudo, refletir e construir com os jovens uma crônica. No segundo encontro, depois de ter lido todos os escritos, fiz alguns apontamentos nos textos, sugestões de ideias, e reescrevemos juntos, buscando contribuir com as propostas dos alunos e alunas.
Por fim, agradeço a oportunidade de ter estado nessas escolas — não só aos alunos e alunas, com quem aprendi muito apesar de ter ido ensinar, mas também aos professores, diretores e coordenadores, que me receberam muito bem e organizaram o espaço para que a atividade pudesse acontecer. A educação no Brasil é um desafio, e levar projetos diferentes para as escolas é um ato de resistência e um sonho de uma educação mais humana e menos plataformizada.


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