quarta-feira, 27 de abril de 2011

Outros sonhos


"Soñé que el fuego heló
Soñé que la nieve ardía
Y por soñar lo imposible, ay, ay
Soñé que tú me querías "

terça-feira, 26 de abril de 2011

Ai Se Sêsse

                                                                 ( Projeto Tsunami)
"Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse"
         ( Zé da Luz)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Uma razão a mais para ser anticapitalista

Bom,
 Trago essa poesia para mostrar que não é Marx, não é (d)eus, nem nada que me motiva, mais  sim uma vida melhor para todos e não um desenvolvimento pessoal, pois como dirá o Boca Aberta, não é ser individuo individual, mais um individuo coletivo. Um mundo, onde caibam muitos mundos, sempre

(Projeto Tsunami)


Te amo
e odeio tudo que te deixa triste.

Se o mundo com seus horários e famílias
e fábricas e latifundiários e missas
e classes sociais, dores e mais -valia
e meninas com hematomas
no lugar de sua alegria

insiste em te deixar triste,
apertando sua alma
com suas garras geladas,
teremos,então, que mudar o mundo.

Nenhum sistema que não é capaz
de abraçar com carinho a mulher que amo
a acolher generosamente minha amada classe
é digno de existir.

Está, então, decidido:
Vamos mudar o mundo,
transformá-lo de pedra em espelho
para que cada um,enfim, se reconheça.

Para que o trabalho não seja meio de vida
para que a morte não seja o que mais a vida abriga
Para que o amor não sema uma exceção
façamos agora uma grande e apaixonada revolução.
 ( IASI, Mauro)

.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sem descrição. Cada dia que passa varias duvidas são sanadas e sempre que acho que sei, um outro " sei " gera outra dúvida que faz esse movimento complexo, faz essa uniao de contrarios. Forma-se uma dialética.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

In Lak'ech Ala K'in ( eu sou outro você eu sou você, e você é eu )



Eu sou outro você,
Mas não outro,
Sou você e eu,
Eu e você sou eu

Um outro você sou eu,
Eu sendo você sem eu,
você sendo eu sem você,
você sou eu, sendo nós,

todo você agora sou eu,
eu não sou você sem eu,
E-U-S-O-U-O-U-T-R-O-V-O-C-E.

Como dois estranhos.



Varios são os corpos que não te encontro,
diversas são as bocas a qual percorro.
Romperam-se as correntes que nos juntavam,
Ficaram livres dos calcanhares de Akiles.

Os dias passam como loucos ensadecidos,
divide-se em minutos,
Divide-se
sim, nos divide.
(Loreto,Thiago)

domingo, 17 de abril de 2011

Sua voz no poema.



Sua voz no poema
faz do poema sua voz,
faz de sua voz poema.

Transforma cada palavra
num pássaro com asas de seda
e penas de lábios

que voa desde seus abismos
até meus ouvidos invadidos
pela língua das imagens.

Recebo minhas próprias palavras
como minha alma exilada
que retorna molhada da sua.
        ( IASI, Mauro)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

-Batatinha fresquinha só um real!



Passando pela estação do Tucuruvi ouvimos  algumas palavras que perpassam aos ouvidos e não passam despercebidos para o cerebro, reflexões não deixam de ser feita. Quando ouvimos :
" -ó o quebra queixo!!
“-batatinha fresquinha,somente um real!”
“-CuriiiiiiinCurrrrin!!!”
Esses são um dos muitos que estão pela cidade, alias pelo mundo,vendendo sua força de trabalho p-r-e-c-a-r-i-z-a-d-a-m-e-n-te.  São várias as hipoteses como podemos colocar aqui, mas como disse o nome ilustrissimo FHC o trabalho acabaria( só se for para ele) Por que muitos de nós estamos aqui se fudendo por 8 horas á 12 horas por dia, por um salário de fome.
O trabalhador busca outros modos de vender sua força de trabalho com horários diferentes para ganhar o que ganharia trabalhando em um único local, gerando assim um crescimento contínuo de desemprego, pois logo se um trabalhador que trabalhava 8 horas por dia passa a ter dois empregos com horários flexíveis e com salários diferentes, passa a ocupar cargo de outro trabalhador, além do mais deslegitima os direitos trabalhistas conquistados a partir da implantação do Welfare State [1][1]no mundo.
Braz e Netto nos descrevem tal transformação:

“... Todas as transformações implementadas pelo capital têm como objetivo reverter a queda da taxa de lucro e criar condições renovadas para a exploração da força de trabalho (....)mediante a terceirização de atividades e serviços e submetidos a condições de trabalho muito diferentes das oferecidas áquele núcleo- alta rotatividade,salários baixos,garantias diminuídas ou inexistentes.”(BRAZ,Marcelo;NETTO,Jose Paulo;pg.218-219, 2009)

 Além da precarização do trabalho formal á venda da força de trabalho passa a ser diferente. Os empregadores passam a solicitar trabalhadores com qualificações altas, que tenham capacidades de participar de diversas atividades, exigindo outras formações, cursos de especialização para uma única função. Além disso, trazem a participação dos mesmos, utilizando de equipes de trabalho, modificando assim  a terminologia “empregados” para “colaborados”, ou “cooperadores”, usando a concepção, ou uma falsa consciência[2][2] como um “quase” dono da empresa. Tal recurso traz uma nova dinâmica para venda da força de trabalho, trazendo grandes modificações do modo Taylorista- Fordista [3][3]para uma forma renovada no neoliberalismo.

 Segundo Braz e Netto as mudanças na venda da força de trabalho:

   “... essa força de trabalho deve ser qualificada e polivante(...)O capital empenha se em quebrar a consciência de classe dos trabalhadores: utiliza-se o discurso que de que a empresa é sua “casa” e que eles devem vincular o seu êxito pessoal ao êxito da empresa;não por acaso,os capitalistas já não se referem a eles como operários  ou empregados- agora, são colaboradores,cooperadores, associados...” (BRAZ,Marcelo;NETTO,Jose Paulo;pg.217, 2009)

Contribuições feitas. Essas são algumas das argumentações da minha monografia á respeito da superexploração dos trabalhadores bolivianos em São Paulo. Mas para antes  falar nos Bolivianos, damos um apanhado mais histórico sobre a venda da força de trabalho no mundo e na AL.  E para finalizar, colocaria um trecho da música do GOG, que retrata muito bem o que se passa
                “... Seu pai faxineiro lava banheiros, salários mais gorjetas de terceiros, de quebra faz um bico revendo jogos feitos numa lotérica. Sua mãe com mais de sessenta ainda trabalha de doméstica e assim se completa a renda da família, salários mais gorjetas bico aposentadoria, somando tudo da à certeza de lutar por dias melhores...” (GOG/Genival Oliveira Gonçalves)




quinta-feira, 14 de abril de 2011

LO QUE PASA

"Yo te entregué mi sangre, mis sonidos,
mis manos, mi cabeza,
y lo que es más, mi soledad, la gran señora,
como un día de mayo dulcísimo de otoño,
y lo que es más aún, todo mi olvido
para que lo deshagas y dures en la noche,
en la tormenta, en la desgracia,
y más aún, te di mi muerte,
veré subir tu rostro entre el oleaje de las sombras,
y aún no puedo abarcarte, sigues creciendo
                                                       como un fuego,
y me destruyes, me construyes, eres oscura como la luz."
                           Juan Gelman

quarta-feira, 13 de abril de 2011

AI VEM O NOVO...


"Eu estava sobre uma colina e vi o Velho se aproximando, mas ele vinha como se fosse o Novo.
Ele se arrastava em novas muletas, que ninguém antes havia visto, e exalava novos odores de putrefação, que ninguém antes havia cheirado.
A pedra passou rolando como a mais nova invenção, e os gritos dos gorilas batendo no peito deveriam ser as novas composições.
Em todas as partes viam-se túmulos abertos vazios, enquanto o Novo movia-se em direção à capital.
E em torno estavam aqueles que instilavam horror e gritavam: Aí vem o Novo, tudo é novo, saúdem o Novo, sejam novos como nós! E quem escutava, ouvia apenas os seus gritos, mas quem olhava, via tais que não gritavam.
Assim marchou o Velho, travestido de Novo, mas em cortejo triunfal levava consigo o Novo e o exibia como Velho..."
          ( Brecth, B )

domingo, 10 de abril de 2011

AS VEIAS MAIS QUE ABERTAS DA AMERICA LATINA



“A névoa é o véu da Selva. Assim ela esconde seus filhos perseguidos. Da névoa saem, á névoa voltam: os índios de Chiapas vestem roupas majestosas , caminham flutuando, calam ou falam caladas palavras. Esses príncipes, condenados á servidão, foram os primeiros e são os últimos. Foram expulsos da terra e da história e encontraram refúgio na névoa e no mistério. Dali tem saído, mascarados,para desmascarar o poder que os humilha.” (GALEANO,E)

A questão da identidade indígena, de um movimento social organizado, pluriético de que não lutam por uma separação de mundo mais sim um mundo onde caibam muitos mundos, lutando por respeito, dignidade de todos que são excluídos  e desprezados, ,pelas mulheres , pelos jovens, pelas crianças, pelos homossexuais e lésbicas , pelos deficientes, enfim, por  todas as minorias exploradas pelo capitalismo. São Herdeiros direto da história de revoltas no México tanto no novo modelo de sociedade como no modelo pré colombianos, onde tribos indignas foram eliminadas.
O Estado de Chiapas é o mais pobre de um México já pobre, de toda a energia elétrica produzida no México, 55% vem deste Estado e aqui produz 20% de toda energia elétrica do país, entretanto, um terço das moradias Chiapanecas tem luz elétrica. Vemos que a má distribuição de renda é fenômeno dilacerador no México, não só no México, mas no mundo todo. Vemos o tão quanto o capitalismo em sua forma madura é perverso, onde uns tem muitos outros tem poucos ou nada.
Os programas sociais mexicanos, como o pronasol, ou outros desenvolvidos pela ONU e outros Órgãos Internacionais, procuravam na verdade desativar ou apaziguar o que alguns sociólogos chamavam de “Bomba Chiapaneca” ou “Bomba Social” que não demorou a explodir, como citei em parágrafos acima sobre a aparição do EZLN.  Como os proprios habitantes agora zapatista disseram : “(...) tivemos de nos revoltar porque não nos deixaram outra saída . Tentamos nas organizações controladas pelo governo, depois passamos ás organizações independentes , mas só com isso só ganhamos torturas, assassinatos, prisões, desaparecimentos. Foi isso que nos levou a empunhar os nossos chuços como costumávamos dizer, e as poucas armas que tínhamos”
Desde que o mundo é mundo, houve a exploração do homem pelo homem,  a partir do descobrimento das Américas onde o colonizadores dilaceraram o índios , exploraram suas terras, trabalho e dignidades. O índio nunca se recusou a lutar pelas suas terras. A história se repete só se mudam os protagonistas, primeiros foram os índios, depois os camponeses, depois os operários e agora os índios novamente. A partir da globalização dos mercados  e do neo liberalismo junto a queda do muro de Berlim, faz com que acreditemos que a utopia acabou,mas como mesmo disse o filosofo “ que transformação social na historia do mundo não foi utopia n véspera? NENHUMA. O exercito Zapatista é isso, a utopia que deu certo, o sonho que não foi só sonho, o mesmo que levanta   uma bandeira escrito” YA BASTA” por todas as minorias e a construção de um mundo onde caibam muitos mundos.

sábado, 9 de abril de 2011

ERESS( ENCONTRO REGIONAL DE ESTUDANTES DE SERVIÇO SOCIAL)

Encontro que delibera as ações de sua respectiva região e reúne estudantes de toda a região, encontro que será no  mês que vem(ABRIL) na Universidade Unicastelo.
Reúne os estudantes de SS, sendo a instancia máxima de discussão e deliberação de cada REGIÃO. Discuti os eixos de Conjuntura, Mov. Estudantil, Universidade, Cultura, Opressões e Formação Profissional. 


POR QUE O MOVIMENTO ESTUDANTIL?

Sem sombra de dúvidas o movimento estudantil é um movimento social, apartidário tendo em vista a renovação dos atores ao decorrer do curso,  atores  nós estudantes. Todas as reuniões  ocorridas ao desde 2008 nenhuma que foi construída junto a ENESSO, todas tentamos ao máximos chamar outros estudantes para a construção tanto da ENESSO dentro da Universidade quanto do C.A.
A indagação do titulo é protegida a constituição federal no artigo 4º “ fica assegurado aos estudantes de cada curso de nível superior o direito a organização de centros acadêmicos ou diretórios acadêmicos, como suas entidades representativas”.  Existe dentro da Universidade um DCE onde por hora não construímos nada com eles, pois ainda não tivemos abertura para tão construção, entretanto desde já  temos o apoio do C.A de Ciencias sócias fundado a pouco tempo, tanto para fundarmos o C.A de Serviço Social, mas para ajudar a fundar outros centros acadêmicos na universidade.
Um dos princípios demasiados importantes do C.A é defender , incondicionamente os direitos, interesses e reinvidicações dos estudantes, em todos os setores compatíveis com o poder legistaltivo, onde vemos que são muitos haja vista os problemas que temos em EAD/AVA, os problemas com o projeto integrador, a biblioteca sem livros da nossa área, as salas no mesmo corredor dentre outros...
Partindo do pressuposto que  teremos um II SIMPOSIO DE SERVIÇO SOCIAL e estarão todas coordenadoras do curso, inclusive a coordenadora Gabriela, coordenadora geral dos cursos de humanas , iremos propor  a mudança de algumas de nossas demandas, tanto para a melhoria do curso, quanto para o aperfeiçoamento profissional junto ao movimento estudantil, com oficinas, apresentações de estudantes e encontros estudantis, protegido, junto ao nosso código de ética profissional de 1993 no artigo 2°, inciso 6 “ aprimoramento profissional de forma contínua , colocando o a serviço dos princípios deste código” ou  no artigo 12º inciso segundo “ apoiar e/ou participar dos movimentos sociais e organizações populares vinculados á luta pela consolidação e ampliação da democracia e dos direitos de cidadania

Estudantes de todo o mundo uni-vos!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Partindo



Os dias nos dividiam em vários,
varios sentimentos inacabados.
O amor que era metade.
A dor que era metade,
 Só o tempo que era inteiro.

Os dias dividiam se em muitos fragmentos,
mas em todos mutos você fazia parte dos pedaços,
pedaços feito traços, partindo os partidos, partidos em mil pedaços.
    ( LORETO, Thiago,02/04/11)

terça-feira, 5 de abril de 2011

DOS TRÊS MAL AMADOS


"O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço
O amor comeu meus cartões de visita, o amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome
O amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas camisas,
O amor comeu metros e metros de gravatas
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verão
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte"
      (Trecho: João Cabral de Melo Neto)

sábado, 2 de abril de 2011

Os dados foram lançados.



Os galhos que  o arborizavam feito cascas maduras,
na verdade eram braços que o seguravam com paixão,
os raios de sol no qual incendiavam o amanhecer,
era o sorriso dela quando percebia a junção.

Todavia, passou não mais ver, na verdade,
a única coisa que ele via ,ela não via, pois havia visto o que vinha.
a saudade.

         (LORETO,Thiago;02/04/11)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

NÓS NÃO ESQUECEMOS!


Quando eles disseram que o Pais estava tomado, todos pensaram que era dia da mentira. O céu  tornou-se escuro e nós, os trabalhadores tivemos nossos direitos violados do AI 1 ao AI 5.,onde os supostos defensores da Patria, determinavam oque era bom e o que era ruim. Zuzu Angel, Maria do socorro, Fernanda dos santos, foram só algumas das mães que nunca mais virao seus filhos por ai.
 Encontram alguns companheiros! mas estavam em vala comum, alguns ossos no cai da Porto e corpos de mulheres totalmente violado,s por furos de balas e furos que não precisamos citar aqui.

Ontem assisti um video da net do Jair Bolsonaro, deputado que disse palavras que dilaceraram meu ouvidos quando relata que no Regime Militar as pessoas eram educadas, não havia putaria e outras coisas mais... Como responderia o Gog, os caras não são nada ingenuos, tem cacetete, tem cães e bomba de gás lacrimogenio.
Hoje as mães da plaza de maio saem em um ato que se lê " nosotros no olvidamos" fato,companheiras, no olvidamos também, todavia o processo de culpa dos fascistas militares ai na Argentina foi mais rápido  aqui esse dia chegará e quando chegar nós estaremos lá para representar os companheiros mortos.
Como disse no outro post" conhecer a história para não repeti-la."

A falsa democracia na qual vivemos nos faz lutar, para que a  democracia seja democracia de fato, que o outro não passem fome  e que  mandem os que votam e não os bancos internacionais.